- De cor.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
"Era uma vez um leitor, curioso sobre a história dentro de um livro. Era uma vez um livro, curioso sobre os olhos daquele leitor. Era uma vez a história de um. Era uma vez a história de outro. Mas porque alguém tinha de dar o braço a torcer, o livro rendeu-se e começou o primeiro capítulo. Os livros sempre se rendem: não é a toa que eles capitulam."
Rita Apoena esqueceu de me dizer quem é o livro, na "minha" história, afinal.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010

Eu tenho um colega que nem sabe que é meu colega.
É um senhorzinho, que está sempre com uma boina branca, óculos e na janela de uma casa azul. Todos os dias -ao menos em todos que tem aulas, na hora da saída, ele está lá.
Sempre gostei muito dele. Um dia, com uma câmera antiga na bolsa, passo por aquela casa, no mesmo horário de sempre. Não me contive. Segurei no braço do meu irmão que me acompanhava, pedi pra ele esperar um pouco. Peguei a câmera e fotografei aquela mesma cena de todos os dias.
Ele, aparentemente, gostou. Acenei e continuei andando. Ele acenou de volta e continuou na janela.
As aulas terminaram e a casa foi vendida. E eu continuo gostando do senhor da janela da casa azul, porque pra mim, ele sempre estará lá.
domingo, 9 de maio de 2010
Tenho que lembrar de me manter longe de copos que precisam ser lavados.
Quando tenho que reverter a situação deles, por ser uma coisa incomum no meu dia-a-dia, não me incomodo.
E demoro. Acabo exagerando no detergente e, propositalmente, crio várias espuminhas.
Mas o ponto não é esse. A questão é: A lavagem de copos sempre é um processo longo e eu faço disso uma terapia. Terapia faz pensar - e, convenhamos, isso nem sempre é bom. Cada copo parece me levar à outra dimensão e quando coloco a bucha pra descansar, arrumo alguma outra coisa pra pensar - até o ciclo se repetir e eu voltar ao mesmo lugar.
Eu não sei mais chorar. Hoje chorei. Percebi que desaprendi, e logo sorri. Não soube enxugar. Fiquei com vergonha, deixei pingar. Tive que deixar.
(E há quem pergunte -sempre há- se estou bem, digo que sim. Não minto.)
Foi durante o almoço, na mesa da sala, com os olhos fixos na TV. Não era novela nem filme.
Era real. Eu poderia, noutros tempos, facilmente apontar o que vi como uma carta romântica escrita com caneta de pena e papel decorado. Não era presunçosa, não era brega e muito menos estúpida. Estava ali, junto com uma música ao fundo que dizia praticamente tudo e algumas fotos, a "1ª Cartinha. Lembra?" que meu irmão fez à namorada.
Era pura. É amor.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Às vezes penso em algumas palavras pra dizer ou pra escrever, pra mim mesma em certo momento ou pra alguém, e me apresso pra anotar, temendo o esquecimento.
Quando passo pra o papel, pra o velho Bloco de notas do computador ou até mesmo pra pasta "Rascunhos" do meu celular, as palavras perdem todo o efeito - se é que um dia esse existiu.
Sendo assim, quem quiser ou esperar frases de efeito escritas ou ditas por mim, está intimado a entrar na minha mente e procurar por elas. O efeito está ali. (ou em mim?)
terça-feira, 30 de março de 2010
omissão de algo que podia ser escrito
Há quem diga que a morte é como um ponto final.
Pra mim, ela é bem mais como as reticências...
segunda-feira, 29 de março de 2010
Não tenho me permitido escrever textos longos; algo por aqui me diz que grandes textos são curtos.
Na verdade, não tenho me permitido muitas coisas; a maior parte dos meus pensamentos já começa com "não".
Ponho a culpa no amor!
Tenho analisado-o muito. Não o amor-sentimento no qual muito se fala, mas o real. Aquele que nem sempre é bonito por fora ou fácil de ser demonstrado, mas sempre é simples. E, por isso, complexo.
Diante de tudo isso, o que tenho ainda a escrever?
Pequeno, pequeno, pequeno...
terça-feira, 9 de março de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
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