Mostrando postagens com marcador Fatos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fatos. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de setembro de 2011

Na cozinha, amor não basta.

Cookies que ora querem ser papa ora querem ser uma bolacha só; cupcakes impossíveis; muffins que tentam se comportar bem - e não conseguem.
Sinto como uma daquelas mães que, antes mesmo de seus filhos deixarem de parecer feijões, traçam, com amor, um plano perfeito para eles.
Ao crescerem (às vezes nem tanto), mesmo bem-criados, resolvem ser algo bem diferente daquele menino ou menina dos planos. E nem é que o "filho alternativo" que ele se tornou seja ruim, minha gente, mas é que a mamãe esperava algo tão diferente...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A primeira flor que ganhei veio do lixo


AMOR retirado daqui
Estávamos voltando ou indo de/a não-sei-onde.
Sei que no lixeiro, na porta da minha casa, havia uma flor.
Era uma rosa. Vermelha. Era de plástico também... mas era uma.
E eu ganhei.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Terceira folha.

" - Aquele cara maior ali, é uma das pessoas mais tranqüilas que conheço. Um dia, ele deu um chute, o outro cara caiu no chão e desmaiou, mas isso não faz dele uma má pessoa. Se ele soubesse que causaria tudo isso, talvez não tivesse feito."

Certas palavras direcionadas a outras pessoas surgem da necessidade de explicar algo em si mesmo. Não duvido que tenha sido isso que gerou estas.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Espero nunca ficar imune ao efeito de palavras,
tanto quanto espero nunca ficar cega diante de atos.
E fatos. E fotos.
E flor.

quinta-feira, 13 de maio de 2010


Eu tenho um colega que nem sabe que é meu colega.

É um senhorzinho, que está sempre com uma boina branca, óculos e na janela de uma casa azul. Todos os dias -ao menos em todos que tem aulas, na hora da saída, ele está lá.
Sempre gostei muito dele. Um dia, com uma câmera antiga na bolsa, passo por aquela casa, no mesmo horário de sempre. Não me contive. Segurei no braço do meu irmão que me acompanhava, pedi pra ele esperar um pouco. Peguei a câmera e fotografei aquela mesma cena de todos os dias.

Ele, aparentemente, gostou. Acenei e continuei andando. Ele acenou de volta e continuou na janela.


As aulas terminaram e a casa foi vendida. E eu continuo gostando do senhor da janela da casa azul, porque pra mim, ele sempre estará lá.

domingo, 9 de maio de 2010

Tenho que lembrar de me manter longe de copos que precisam ser lavados.
Quando tenho que reverter a situação deles, por ser uma coisa incomum no meu dia-a-dia, não me incomodo.
E demoro. Acabo exagerando no detergente e, propositalmente, crio várias espuminhas.
Mas o ponto não é esse. A questão é: A lavagem de copos sempre é um processo longo e eu faço disso uma terapia. Terapia faz pensar - e, convenhamos, isso nem sempre é bom. Cada copo parece me levar à outra dimensão e quando coloco a bucha pra descansar, arrumo alguma outra coisa pra pensar - até o ciclo se repetir e eu voltar ao mesmo lugar.
Eu não sei mais chorar. Hoje chorei. Percebi que desaprendi, e logo sorri. Não soube enxugar. Fiquei com vergonha, deixei pingar. Tive que deixar.
(E há quem pergunte -sempre há- se estou bem, digo que sim. Não minto.)

Foi durante o almoço, na mesa da sala, com os olhos fixos na TV. Não era novela nem filme.
Era real. Eu poderia, noutros tempos, facilmente apontar o que vi como uma carta romântica escrita com caneta de pena e papel decorado. Não era presunçosa, não era brega e muito menos estúpida. Estava ali, junto com uma música ao fundo que dizia praticamente tudo e algumas fotos, a "1ª Cartinha. Lembra?" que meu irmão fez à namorada.
Era pura. É amor.