domingo, 16 de novembro de 2008

Sirenes de ambulância atravessam a janela, invadem meu quarto e penetram em meus ouvidos numa noite de domingo. Bem que elas poderiam estar tocando assim só para me avisar que você chegou. Não com algum machucado, mas para cuidar do meu.
"Não se deliberam sentimentos; ama-se ou aborrece-se, conforme o coração quer. O que lhe digo é que a trate com benevolência; e caso sinta em si algum afeto, não o sufoque; deixe-se ir com ele. Já agora não se pode voltar atrás. Infelizmente!"

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sobre Renata

Ainda não sei o porquê, mas senti uma vontade enorme de escrever sobre mim. Isso é estranho; por mais que eu goste de falar sobre mim, eu não gosto de escrever. Mas meu "eu" tá pedindo e por aqui quem dá as ordens é "ele". Eu gosto de pessoas, adoro hidrantes e amo abraços. Vejo beleza onde não tem e queria ser ruiva, daquelas com muitas sardinhas, mas me contento em fotografar esse tipo de pessoa. Não olhe pra mim enquanto eu como e, por favor, não fale comigo quando eu tiver acabado de acordar; me acorde com uma mensagem. Meu sono só vem quando é atraído pela televisão. Durmo tarde e acordo cedo. Tento aprender violão. Sou um conjunto de manias estranhas, combinando com os meus joelhos trocados e dedos tortos. Troco minha cara emburrada por um chiclete e distribuo sorrisos de graça, bem fácil. Planto pessoas e as guardo em potes. Faço associação entre pessoas e músicas. Tenho grande habilidade em achar pessoas parecidas com famosos. Aspiro abraçar o Jô Soares pra acabar com minha dúvida se meus braços fecham. Minhas mãos giram 360º e eu estou entre aquelas pessoas que conseguem lamber o cotovelo. Não sei me arrumar, não sou delicada, sou desastrada e não sei andar direito. Tenho agonias atrás do pescoço e até hoje procuro uma forma de defini-la. Não sei explicar filmes e não sei distinguir os gêneros musicais. Gosto porque gosto. Preferência por números, pessoas, momentos e coisas ímpares; sempre ímpar. Fique longe do meu nariz e me avisa quando acabarmos de subir a ladeira. Medo de escuro e de lagartixas. Não consigo ver uma cena normal em cenas normais, pra mim tudo é motivo de fotografia. Dispenso qualquer quantidade de alcóol e, por favor, vai pra lá com a tua fumaça. Não falo palavrões e não tenho dificuldades com isso. Cabelos brancos, dores nas costas, gírias idosas; velhice precoce. Mas, no fim, eu me resumo a isso: Eu gosto de pessoas.
preciso de criatividade.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Aurélio conseguiu enganar a muita gente com suas definições para as palavras que simplesmente não têm definições. Conseguiu limitar sentimentos e sensações às palavras que, na verdade, não deveriam nem ser consideradas palavras. Palavras são banais demais. Ou melhor, se tornaram banais demais. Aurélio deveria ao menos aceitar que não é lá tão-bom-assim e adimitir que existem palavras que simplesmente não podem ser definidas, outras que não deveriam ser consideradas palavras e outras que só podem ser sentidas - essas são as que mais me agradam.
Leoas, super-heroís, garotinhos e garotinhas, medos, textos, músicas. Fotos. Muitas fotos. Fotos que se passam na minha imaginação de um futuro incerto e talvez não tão distante, um futuro que talvez não chegue nem a ser um futuro, quem dirá um presente. Na verdade, nem sei se quero pensar no presente do futuro no presente de agora, mas escrever sobre incertezas é minha especialidade, minha diversão, é o meu palpite sobre o que possa vir acontecer. Na dúvida, termino esse texto com uma frase acompanhada de um vocativo: Criatividade (!), me encontra no jardim secreto.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

If you want me all you have to do

Is ask a thousand questions

Triplicate and file under

"Simple things you ask to make a young girl sigh"

Coisas pequenas e simples, merecem espaço grande.