sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Não posso dizer que "Sou uma mulher madura que às vezes brinca de balanço"
e muito menos que "Sou uma criança insegura, que às vezes anda de salto alto".
Mas, sem medo, sei que posso afimar que sou uma menina que sempre brinca de balanço.
Quando este está no alto, eu me sinto forte, livre e confiante - e é nesse momento onde
tomo as decisões mais difíceis e soluciono as dúvidas mais conflitantes.
Quando está embaixo, pertinho do chão e seu movimento já não tem mais a mesma força,
é quando eu preciso que alguém, talvez maior e mais forte, me dê o impulso necessário pra que eu possa voltar lá pra cima - ou até mesmo alguém como eu, que me mantenha onde estou.. só não me deixe parar.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Me pego pensando se árvores realmente são aquilo que aparentam.
Rígidas, fortes e estáticas.
Será que elas sentem dor? E o vento, será que as refresca?
Como eu não estava aqui no princípio para dizer com certeza se sim ou se não, gosto de me deixar imaginar que talvez, antes de árvores serem árvores, elas eram flores. Bem delicadas, mas não como rosas (rosas tendem a ser usadas para manipular as situações).. talvez uma flor mais sincera, como a tulipa ou a margarida.
E que, por tanto descaso alheio resultado em tropeço, elas resolveram mudar.

Será?

domingo, 1 de novembro de 2009

As bailarinas sempre ganham músicas
e as que não sabem dançar, o que ganham?

Contanto que seja ímpar, por mim tudo bem.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Não sei o que está acontecendo.
As brincadeiras acabaram, as risadas também e agora as conversas têm pés e cabeças, mas insistem em ficar paradas. Ânsia por mudança ou pelo por vir; nada se sabe, nada parece sair do lugar.
As palavras parecem engatinhar à espera do momento certo pelo primeiro passo. Cuidado pra não cair! Vontade de ter de volta o poder de transformar tardes chatas de quartas-feiras em ótimos dias de quinta.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ouvi dizer que os culpados pelas borboletas no estômago, pelo frio nas mãos e pensamentos - ainda que aleatórios - numa só direção, são os feromônios, a dopamina e o cérebro. Ainda assim, todos insistem em condenar o coração!
Ao saber disso, constatei: Algo que funciona de forma tão involuntária, sem qualquer sombra de querer, não pode ser responsável por algo tão grandioso.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009


Costumo fazer isso sem citar nomes ou deixar tão explícito ao destinatário. Mas hoje, exclusivamente, eu quero falar para e sobre uma amiga:
Tem manias estranhas e tiques -por ela- impercepitíveis. Não gosta dos carinhos óbvios, mas sim de beijinhos no braço (desde que não demorados, senão o braço pesa), abraço na cabeça. Normalmente, anda de um jeito desengonçado e, ainda assim, trabalha como modelo. Imagino que ela não seja com todos da forma que eu conheço, o que é uma pena pra quem não a conhece assim. Conversas sérias com ela são possíveis, sim, mas quando isso é percebido, imediatamente se torna estranho. Ela é uma pessoa de risos. Daqueles bem cheio, de apertar os olhos e a barriga doer. Gosto disso, do extremo, ainda mais se tratando de sorrisos. Me faz bem e desvia meus pensamentos das coisas aparentemente preocupantes, o que acaba me fazendo preocupar com ela. Te engana perfeitamente através de fotografias, umas com cara chata, outras de metida, talvez seja a forma que encontrou pra se proteger, afinal, não gosta de pessoas efusivas ao extremo, ainda mais se for um "semi-conhecido".
Deixando o egoísmo de lado, eu digo: Todo mundo deveria ter uma Isabela na vida.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

É realmente uma pena que a minha falta de medo de baratas não me transforme numa pessoa corajosa.
Eu só sou uma pessoa que não tem medo de baratas...
com medo de muitas outras coisas.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

"Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo."

(Thiago de Mello)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Muitas vezes fui enganada pelo tempo e levada a acreditar que o tempo tinha passado muito mais do que imaginava. Achava isso bom, quando se tratava de relacionamentos. Hoje, sei que prefiro muito mais que o tempo pareça o que tem de parecer, o que realmente é.
Tudo tem seu tempo e, quando se dar espaço a ele pra agir, é no tempo certo.

domingo, 30 de agosto de 2009

Percebi que tenho sorte e a tenho por ainda não ter ouvido certas expressões que possivelmente me colocariam numa pseudo zona de conforto. Enquanto essas palavras ainda não chegaram aos meus ouvidos, eu procuro senti-las. Porque, quase sempre, o sentimento ou a decisão de dizê-las vem antes delas em si - ao menos é assim que penso que tem de ser pra ser da melhor forma.
Contudo, não se pode esquecer: As palavras não são, nem de longe, completamente dispensáveis.

sábado, 29 de agosto de 2009

Já me questionaram sobre o que é arte, já li conceitos e até já ouvi que a fotografia não pode ser considerada um de seus tipos.
Depois de muito pensar, de muito ler e de muito ouvir, posso dizer que descarto, sem medo, todas as hipóteses que já me foram apresentadas. Proponho que o conceito de arte seja aquele que, em primeiro lugar, venha não a liberdade, porque essa não existe, mas o poder de serem manifestas todas as emoções. E que essas emoções não sejam necessariamente sutis ou singelas, que elas não precisem ser subjetivas ou que tenham somente um sentido (porque nunca existe só um, nunca mesmo. E não me digam pra não usar a palavra "nunca"!).
Digo mais: Todas as formas de arte deveriam ser "julgadas" por crianças, porque elas sim possuem a sinceridade e pureza que nenhum adulto, por mais sensível, sutil e verdadeiro que seja, consegue ter. E aí sim, a arte chegaria a todos e todos poderiam entender a arte, pois ela não precisaria ser entendida, apenas sentida. E todos sentem.
Não é porque o sentimento não é bonito que deixa de ser sentimento.
Eu peço mais, peço certezas e peço amor.
Eu peço surpresas, peço vida e crescimento interior.
Peço flores que não sejam rosas, cercas e jardins.
Peço rede, abraços e kiwi.
Peço letras, palavras e frases não feitas.
Festas, danças e sorrisos.
Peço sinceridade.
Sempre. Mesmo que o sempre não seja o presente.
Não queria estar no lugar de alguém que não está no lugar onde queria estar,
fico onde me é confortável, onde me faz bem e onde me faz ser. Onde posso ser o quê e quem eu quiser, mesmo que isso quase sempre acabe em elefantes azuis e clichês.

E quem disse que eles não existem? Quem disse que não é possível?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Chega a ser ironica a capacidade que se tem pra transparecer as coisas a quem não quer parar pra vê-las. A história se repete, na maioria das vezes, mudando um ou três fatos, porém esses são aqueles tão pequenos que, se fossem comparados aos fatos de um filme, seriam aquele vaso em cima do criado-mudo, a cor do tapete e a quantidade de almofadas que tinha na sala, que quase ninguém prestou atenção. Seria hiprocrisia dizer que já não tratei desse assunto do mesmo jeito, guardando o melhor pra mim e soltando-o apenas quando eu sentisse que devia. Hoje já não mais existe isso, não vale a pena. Solto quase tudo, apenas algumas coisas ficam presas - por não sentir que devam ser soltas. Mas hão de ser. Sempre são. Na maioria das vezes, de forma mais rápida, como retribuição. Talvez, agora, deva se demorar e ser como ponto de partida, dádiva, ou seja lá como você quiser chamar um "eu te amo".